Esses dias, estava lendo um blog que sigo chamado Hempadão, a discussão era sobre a proibição das drogas.
O assunto é vasto, extenso, cheio de tabus, crenças, envolve religião, paradigmas, mas o mais importante, envolve direitos, deveres e saúde pública!
Por este blog conheci o LEAP - Law Enforcement Against prohibition aqui no Brasil, no site você encontra muita informação, esclarece dúvidas e pode conhecer um pouco mais sobre a luta desses agentes pela legalização, para mudar a legislação e tentar conscientizar as pessoas de que essa é uma luta de todos!
O proibicionismo não chega a lugar algum, temos como exemplo a proibição do álcool nos EUA - a famosa Lei Seca da década de 20 - com ela veio o tráfico de bebidas, o consumo ilegal, o mercado negro, nomes como Al Capone e o que podemos concluir? Bom, o álcool continuou a existir, as pessoas continuaram o consumo e isso começou a se tornar um problema ainda maior que somente o consumo, gerou problemas na economia, entre outros, tão logo foi abolida.
Como qualquer outro tipo de substância ilícita, não é diferente, as drogas continuarão a existir, assim como o seu consumo. Isso é um fato. Portanto precisamos ver o problema com outros olhos. Não faz muito tempo vimos cenas de violência e sensacionalismo no Complexo do Alemão e outras favelas cariocas, passado alguns dias, o que se vê? O tráfico ainda existe, os traficantes permanecem, e não há vitoriosos. O que há é ainda mais violência, mais mortos, mais corrupção, menos solução, menos conscientização, menos informação.
Precisamos de uma política de redução de danos, uma legislação mais coerente, uma população mais informada.
Legalizar é uma palavra que muitas vezes assusta as pessoas, parece que legalizar significa que tudo seria festa, venderiam drogas em qualquer esquina, o Brasil viraria a Cracolândia... Não funciona assim, não será assim e é inviável pensar dessa forma. Por isso friso na questão que a legislação tem que mudar, devem existir cotas para que você possa identificar o traficante do usuário para que a lei funcione e chegue a todos.
Sem falar que todos temos o DIREITO FUNDAMENTAL de LIBERDADE INDIVIDUAL desde que essa não interfira na sociedade afetando terceiros. Logo, o uso ou abuso das drogas, deveria ser problema de cada um, e tratado como um problema de saúde.
Mas vivemos numa sociedade ainda um tanto quanto desinformada, acomodada e cega. Para que isso mude, as atitudes devem mudar, o interesse tem que existir, essa luta já começou, vamos ficar parados até quando nos escondendo dentro de condomínios, dominados pelo terror, com medo da violência?
Pra existir consciência e interesse precisa haver educação, no mínimo...
Abaixo tem um vídeo de uma juíza aposentada, que viu de perto toda essa guerra, e juntou-se a causa.
E entrem no site para se informarem!! É muito interessante!!
LEAP - BRASIL
Um comentário:
Venda de maconha, legal, bate recorde.
A venda LEGAL de maconha nos EUA bate recorde em 2010. Com prescrição de preparo de maconha em mãos, mais de vinte e quatro milhões e oitocentos mil cidadãos que vivem naquele país fizeram uso da substância em 2010. A Califórnia é responsável por 92% do mercado, que só no ano passado faturou mais de um bilhão e meio de dólares ($ 1.700 milhões).
Contraditóriamente o Brasil gasta centenas de milhões de dólares por ano, por conta da criminalização desta erva natural, a maconha, que é legal e lucrativa no país mais exigente do planeta quanto ao consumo e venda de qualquer substância em seu solo.
A lei retrógrada que criminaliza o uso da maconha no Brasil, só prejudica a si mesmo, ao seu próprio povo. Trazendo-lhe prejuízos financeiros e levando muitos cidadãos de bem ainda ao constrangimento, problemas com a justiça, prisão e morte.
Enquanto a previsão de lucro com a venda legal da maconha, veja bem, LUCRO, em 2016 nos EUA (previsão para a maioria de seus estados liberarem o seu uso medicinal) é de oito bilhões e novecentos milhões de dólares ($ 8,900 milhões) e estima-se que hoje neste mesmo país, o comércio informal da maconha fatura de 18 à mais de 35 bilhões de dólares por ano.
Não cabe mais os ainda risco ao constrangimento e prejuízo de ordem financeira e ou jurídica com as vezes prisão e morte aos cidadãos brasileiros. Isto é, como não consigo achar palavra que não arrisque ofensa, digamos, paradoxal.
Faça a sua parte, auxilie a levar a paz aos lares de milhões de famílias brasileiras se juntando aos movimentos em prol da descriminalização da maconha.
Na cidade "corrigindo" Niterói e não como estava anunciado - Rio de Janeiro, participe da Semana Verde de 07 a 14 de Abril, com palestras de Juízes, delegados, professores, médicos, cientistas e outras autoridades que defendem a descriminalização da maconha no Brasil.
Saiba mais clicando em BrasilNorml, deixando claro que meu empenho nesta causa é voluntário, sem visar qualquer ganho pessoal a não ser o que todos nós brasileiros ganhamos. O fim de um processo jurídico equivocado para os dias atuais e que só traz sofrimentos desnecessários, contrariando a própria justiça.
José Fonte de Santa Ana
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