9.22.2008

Essência da nossa existência...








Na busca incansável para descobrir o que somos, o que queremos, o que nos bala, o que nos alegra e entristece, nos esquecemos de procurar o porquê estamos aqui, o que viemos fazer, qual nossa missão como seres humanos e espíritos encarnados. E continuamos numa busca mesquinha e materialista por algo que se possa comprar, obter sem esforço algum, ou que possamos pagar indo a grandes templos, pagando dízimos, ou se confessando.



Deixamos a alma de lado para vivermos apenas os prazeres carnais da vida, mas nos esquecemos que a vida, a redenção, a nossa missão é aquela que buscamos com o coração, com sentimento. É a vida que é vivida pelo corpo e espírito em perfeita sintonia, como se ouvíssimos a mais bela das canções.



O corpo é apenas o veículo de nossa provação.



O corpo é apenas um veículo para seguirmos nosso caminho, para conquistarmos sonhos, para abrigarmos ações, para sentirmos o físico e aspirarmos o espiritual.



A maior de todas as alegrias, a melhor de todas as risadas, o melhor de todos os dias são as coisas que fazemos com toda a intensidade, com todo o coração, com toda a nossa fé...



O melhor de todos os dias é acordar é ver que por mais um dia você poderá fazer toda a diferença, você VIVERÁ intensamente, se apaixonará novamente, amará todos os dias uma só pessoa, andará como se fosse seu primeiro passo, respirará como se fosse a primeira brisa para os pulmões, sentirá com o coração.



Somos o que somos...



E a cada dia nossa missão é ser melhor do que fomos ontem, fortalecendo nosso espírito, nossa alma, nosso ser na sua mais pura essência...



Deixa que a música todos os dias... Deixe-se levar por essa música... Sinta-a... Respire-a... Alimente-se dela... Viva ao som dela...



A vida é algo que poucos conseguiram entender...



Eu... eu caminho, eu busco algo maior que eu...



Não tento achar respostas para perguntas que ainda não estão na hora de serem respondidas.



Não quero explicações... tenho fé.



Não quero perfeição... busco cumprir minha missão, sem exitar.



E aqui estamos nós...



Se aprendermos a viver como irmãos, talvez um dia cheguemos a todas as resposta que queremos, talvez o mundo seja um lugar muito melhor, talvez não existam sentimentos como o ódio, o rancor, a má fé, o egoísmo, a dor, a tristeza, não exista a fome, a enfermidade...



Talvez não...



Acredite... a resposta está diante dos nossos olhos, assim como a felicidade que tanto buscamos... só basta querer enxergar...






"Buscamos o segredo da nossa existência no interior das células, contudo ainda não percebemos o que realmente somos." (Solano Jacob)

9.20.2008

Conheça, ajude, preserve... Projeto TAMAR



O projeto Tamar foi criado para salvar e proteger as espécies de tartarugas marinhas aqui do Brasil.

Com o tempo notou-se que o trabalho não poderia ser restrito apenas as tartarugas, mas sim a toda a comunidade costeira com o objetivo de oferecer uma alternativa sustentável para essas comunidades, assim diminuíndo a pressão sobre as tartarugas marinhas.

Desde 1980 este trabalho vem sendo feito, e progredindo a cada ano.

Só em 2007 8 milhões de filhotes foram protegidos e liberados no mar.


E você também pode ajudar!

É só adotar uma tartaruga, mesmo sendo uma adoção simbólica, o que vale é a consciência de que temos que preservar para que no futuro ainda existam tartarugas.

O dinheiro é utilizado para a manutenção do projeto nas áreas onde ele implantado.

Ajude!

O mínimo que você pode fazer é manter as praias limpas, denunciar abusos ao meio ambiente, preservar...

S.O.J.A no Brasil!!


A banda de pegada expressiva está de volta ao Brasil divulgando o novo trabalho deles Stars and Stripes.

O vocalista e líder, Jacob Hemphill, tem uma voz notável e se entrega apaixonadamente, característica peculiar no verdadeiro Reggae Roots.

A mensagem da banda é vietuosa e uniforme: unify (unificar, unir)!

Para quem não conhece ta aí a dica. E para quem já conhece é só curtir.

No site dá para ouvir algumas músicas e conhecer esse novo trabalho deles; Que está muito bom.


...Roots Reggae...






Aqui no Brasil eles já tem as datas confirmadas:



  • 09/out - Campinas Hall - Campinas SP

  • 10/out - Estádio do Palmeiras - São Paulo SP

  • 11/out - Clube Uirapuru - Jundiaí SP

  • 11/out - Internacional Eventos (Antiga Phillips) - Guarulhos SP

9.13.2008

Presevar...






























Preserve!

Cuide!

Recicle!

Reinvente!

Seja conscinte!

Faça a diferença!

Não deixe isso tudo acabar...

9.12.2008

A Fé a a Razão


"Nem mesmo os maiores cientistas do mundo chegaram a um consenso sobre o que é a vida e qual a sua origem. As definições baseadas nos sistemas celulares continuam sendo o paradigma atual, mas o que dizer dos vírus que reduzem seu metabolismo a zero e nem mesmo são células? A origem da vida não está no plano físico, mas no espiritual. Enquanto insistirmos no oposto, só encontraremos hipóteses, sofrimento e muita confusão.

Ter fé não é somente acreditar, mas antes de tudo compreender Deus como o criador do Universo e a natureza humana como sendo o espírito que é imortal e sobrevive à carne para continuar seu processo incessante de evolução. A razão por outro lado é uma capacidade do espírito humano que nos permite analisar de forma racional e por isso faz de nós seres conscientes de nossas responsabilidades.

Por milênios, a fé e a razão têm estado em conflito devido às imposições dogmáticas religiosas e ao orgulho do ceticismo científico, entretanto, já não é de agora que muitos têm trabalhado para trazer aos filhos de Deus a luz da necessidade da fé, mas usando a razão para fortalecê-la."

Solano Jacob


Excelente livro, que nos faz reavaliar todos os nossos conceitos de vida, salvação, fé, religião, ciência, consciência (com ciência), razão, ceticismo, espiritualismo, amor...

Solano Jacob tenta nos mostrar com a sua música e suas palavras qual o sentido da vida...

Qual o sentido de todos nós aqui na Terra e qual a nossa missão...



http://www.solanojacob.com.br



HAILE SELASSIE — A VOZ DA ÁFRICA

As primeiras décadas do governo de Haile Selassie foram marcadas por intensas atividades administrativas e diplomáticas. Já em 1931, ele promulgou a primeira constituição etíope e instituiu o Parlamento. Construiu escolas e hospitais, promoveu reformas no sistema tributário, na administração e nos serviços públicos. Criou as Linhas Aéreas, o Banco da Etiópia e uma nova moeda, o dólar etíope. Em 1935 sobrevieram o terror e a guerra com a invasão do território etíope pelas tropas de Mussoline. Milhares de civis foram massacrados. A esssa altura, Haile Selassie tinha inimigos em casa: a Igreja negava apoio em represália aos tributos cobrados sobre suas terras; as classes mais abastadas estavam descontentes com a perda de privilégios. O impasse bélico-político culminou com o Imperador exilado na Inglaterra, em 1936. Nos anos seguintes, Selassie prosseguiu em sua luta diplomática, especialmente na Tribuna da Liga das Nações e, posteriormente, na ONU, onde proferiu numerosos discursos. No primeiro destes pronunciamentos, no exílio, falando sobre o neocolonialismo italiano que atacava seu país, Selassie sentenciou: "Vocês jogaram um fósforo aceso na Etiópia, mas ele vai queimar toda a Europa." (Selassie Apud Imssembly for Rastafari National Education, 2001).
Na Etiópia, proliferavam guerrilhas e revoltas contra o domínio italiano. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, a voz da África finalmente foi ouvida: em 1940, os ingleses alinhavam-se ao lado do povo etíope. Em abril de 1941, com a ajuda do exército bretão, o "Leão de Judah" derrotou os facistas e retornou a seu país. Os trabalhos recomeçaram: os escravos foram libertados e uma reforma agrária entrou em curso. Uma nova constituição foi promulgada, em 1955. Em 1963, a Etiópia era uma das nações líderes na formação da Organização da Unidade Africana (OUA) que reuniu trinta países do continente e que até hoje tem sua sede em Adis Abeba (capital etíope).
Em 1974, o reinado de Selassie chegou ao fim. Ele contava 82 anos e o muito que tinha feito pelo desenvolvimento de sua terra não foi suficiente. Grandes mazelas ainda fustigavam a população, com 95% de analfabetos e altos índices de desemprego. A classe política estava contaminada pela corrupção e a fome, associada ao fantasma da seca, matava dezenas de milhares de pessoas. Os jovens se mobilizavam exigindo liberdade de imprensa e a instituição de um regime democrático, com a criação de partidos. Um golpe militar foi o desfecho desta trama de tensões. Selassie foi preso e sua família exilada, na Europa e nos Estados Unidos. O "Messias Negro" morreu em circunstâncias misteriosas, sob a custódia dos militares, em 25 de agosto de 1975. Segundo versão não-oficial, ele teria sido estrangulado. Seus ossos foram guardados em uma caixa que trazia os dizeres "Não Mexa". As autoridades não sabiam o que fazer com aquilo. Em 5 de novembro de 2000, os restos mortais de Haile Selassie foram enterrados na Igraja da Santíssima Trindade. O anel de Salomão, que lhe fora confiado na época da coroação, migrou com a família do "Ras Negus" e no final dos anos de 1970, foi oferecido como presente a Bob Marley, em Londres, por Asja Woosen, um dos filhos de Selassie. Depois da morte do artista, ele também, Marley, considerado como um rei - Rei da Reggae Music, o anel desapareceu; um mistério ainda para ser desvendado.



PALAVRAS DO REI
Durante, 44 anos, tempo em que foi Imperador da Etiópia, Haile Selassie destacou-se entre todos os líderes mundiais que militaram em favor de um mundo melhor. Entre os chefes de estado africanos, foi o principal articulador da realização do ideal de uma África livre e desenvolvida. Empreendeu viagens diplomáticas a numerosos países, chamando atenção para as questões da Etiópia e do continente como um todo. Seu apelo, "Olhem para a África", frutifica até hoje, inspirando movimentos negros, mantendo a África como um vetor (uma força) fundamental na equalização das forças socio-políticas atuantes no planeta. Na sessão abaixo, estão relacionadas algumas das falas de "Ras Selassie", que jamais temeu tocar no nome de Deus nas tribunas internacionais. Nos exemplos aqui relacionados a impõe-se, notavelmente, a atualidade ds idéias do Leão de Judah.
Além do Reino de Deus, não há governo humano que tenha mais mérito que outro. Mas, nesta Terra, quando um governo poderoso acredita que está certo eliminar outra nação, contra a qual nenhuma ofensa possa ser imputada, então chegou a hora do prejudicado trazer os males que vem sofrendo perante a Liga das Nações. Deus e a História estarão observando, como testemunhas, o julgamento que será dado aqui. (Primeiro pronunciamento de Haile Selassie na Liga das Nações, 1936)
Muito espaço tem sido dado aos ricos em suas ações contra a vida humana neste planeta, como a corrida armamentista, mas pouco divulgados são os efeitos colaterais e as conseqüências indiretas dos gastos militares astronômicos. O desarmamento deve ser empreendido para que assim possa se extinguir a ameaça do holocausto mundial. Com uma drástica redução dos orçamentos militares serão liberados os recursos necessários para erguer todos os seres humanos à condição de homens realmente livres. (Conferência de Belgrado, 1961)
Devemos olhar, primeiro, para Deus Todo Poderoso, que levantou o homem acima dos animais e lhe deu inteligência e razão. Nele devemos colocar nossa fé, pois Ele não nos deixará e não permitirá a destruição da humanidade, que Ele criou à sua imagem. Devemos olhar para nós mesmos, para o fundo das nossas almas. Devemos nos transformar em algo que nunca fomos antes. Nossa educação, experiência e ambiente nos prepararam mal. Devemos nos tornar maiores do que temos sido, mais corajosos, mais altos de espírito, com uma visão de maior alcance. Devemos nos tornar como uma nova raça, ultrapassando pequenos preconceitos, prestando nossa lealdade não às nações mas, sobretudo, aos nossos irmãos e à comunidade humana. (ONU, outubro - 1963)
Nós, africanos, ocupamos uma posição diferente; na verdade, única entre as nações deste século. Tendo sofrido opressão, tirania e jugo por tanto tempo, quem teria mais direito de reclamar melhores oportunidades e o direito de viver e crescer como homens livres? Não teríamos nós o direito de levantar o clamor pela justiça para todos? Reivindicamos o fim do colonialismo, porque a dominação de um povo por outro não é correta. Reivindicamos o fim dos testes nucleares e da corrida armamentista porque estas atividades representam terríveis ameaças para a humanidade e um desperdício material e cultural. Isto tudo é um grande erro. (Pronunciamento aos Líderes Africanos. Adis Abeba - 1963)
O que os países economicamente atrasados estão buscando (...) é a aplicação do dinheiro hoje desperdiçado com armamentos na solução de problemas socio-econômicos. Os grandes desafios que enfrentamos atualmente são dois: a preservação da paz e a melhoria das condições de vida daquela metade do mundo que é pobre. Estas duas questões são, é claro, interdependentes. Sem a paz, é inútil falar da melhoria das condições de vida da humanidade e sem tais melhorias, garantir a paz torna-se muito mais difícil. Estes dois problemas devem ser atacados simultaneamente (...) Uma das tragédias de nossos dias é que a metade da humanidade se vê às voltas com a fome, nunca satisfeita, a pobreza, a ignorância, a doença. Se as grandes quantias gastas pelos governos com a invenção e fabricação de armas fossem redirecionadas para atender às necessidades vitais dos homens de todo planeta, estes homens poderiam resgatar sua dignidade, sua felicidade e sua confiança, sua fé no futuro. (Cúpula da Organização da Unidade Africana - OUA. Cairo - Egito, 1964)
exclusivo para red meditation
por Ligia Cabús — jornalismo
consultoria bibliográfica: Ras Neilton



MOVIMENTO RASTAFARI - COMO NASCEU



O movimento rastafari ou rastafarianismo nasceu da conjunção de fatores sociais, políticos, econômicos e culturais. Foram acontecimentos que marcaram uma época de grandes mudanças na consciência de povos do mundo inteiro. Na primeira metade do século XX, os anos de 1900, a humanidade parecia estar vivendo, coletivamente, um processo de revisão e prova de verdadeira evolução. Grandes acertos eram comemorados, como os avanços tecnológicos; por outro lado, erros monumentais eram cometidos; um paradoxo porque, naquele mesmo momento, vozes do mundo inteiro faziam ouvir seus protestos reclamando reparação para as grandes feridas abertas pelas arbitrariedades de incontáveis gerações do passado. Neste contexto, os clamores mais veementes partiam do continente Africano, completamente exausto e caótico em conseqüência dos abusos cometidos pela colonização européia. Na África, os movimentos negros emergiam buscando o resgate da auto-estima étnica e cultural e o rastafarianismo apareceu como um ponto de encontro ideológico que oferecia fortes símbolos representativos de valores de indentidade. A origem filosófico-religiosa da doutrina rastafari é dupla do ponto de vista histórico e geográfico. Por volta dos anos 30, em dois lugares distantes entre si, um mesmo espírito de renovação se erguia. Mobilizações político-culturais que agitavam a Etiópia tiveram uma notável repercussão na Jamaica. Naquela época, a Etiópia era uma monarquia teocrática governada pela mítica dinastia dos descendentes do bíblico rei Salomão, fruto de sua união com a não menos lendária rainha de Sabá (ou Sheba). Esta, governava uma vasta região ao sul daquele país. Estes herdeiros mantiveram a linhagem e o trono ao longo de milênios e em 2 de novembro de 1930, aos 38 anos, Ras Tafari Makonnen foi coroado como o novo governante do império Etíope. Anos antes, na Jamaica, Marcus Garvey (1887-1940), um militante da causa negra, havia literalmente profetizado o surgimento de um "Salvador", um Messias cuja missão seria resgatar a dignidade das comunidades negras. Garvey foi o criador da Universal Negro Improvement Association, entidade que se tornou porta-voz das insatisfações da classe trabalhadora negra norte-americana. A coroação de Ras Tafari foi recebeu ampla cobertura da mídia internacional. Quando os jornais, estampando a fotografia do rei, chegaram à Jamaica, Garvey declarou que o momento havia chegado. Ras Tafari era o escolhido de Deus. Ao receber do clero etíope (um dos mais antigos da Igreja Cristã Ortodoxa) a coroa, o cetro, o manto dourado e a espada sagradas da disnastia salômonida, o "Príncipe sem Medo" passou a ser chamado de Haile Selassie I - nome que significa "Poder da Divina Trindade". Em Kingstone, as notícias que chegavam sobre os primeiros atos do novo rei repercutiam de modo especial. Muitos cidadãos pertencentes às classes pobres e militantes políticos viram a coroação como a realização de uma das profecias do líder Garvey. Ele afirmara anos antes: "Olhem para a África! Quando um rei for coroado o dia da redenção terá chegado".



O MESSIAS NEGRO



A figura e a história de Haile Selassie estão na base da teologia cristã-rastafari. Na Etiópia, o herdeiro do trono de Davi os tenta, entre outros títulos, os de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Por seu enorme carisma e forte liderança em favor das nações e etnias oprimidas, em todo o mundo, Selassie começou a ser considerado como "Cristo", em sua significação original, Chrestos, ou seja, ungido, o Filho de Deus, reencarnação do próprio Jesus de Nazaré. Seu nascimento foi associado a antigas profecias. De fato, Marcus Garvey não foi o primeiro a profetizar a vinda de um Salvador que haveria de redimir os injustiçados. Teólogos analisavam os fatos e encontravam conexões entre Ras Makonnen e previsões contidasna Bíblia católico-cristã, nos livros sagrados dos judeus e nos Evangelhos Apócrifos (textos contemporâneos aos quatro evangelhos oficiais mas desconsiderados pela Igreja Católica Apostólica a Romana). Para os rastafaris, o anunciado retorno de Jesus, ou do Messias, ocorreu em 23 de julho de 1892, quando Ras Tafari veio ao mundo, filho de nobres descendentes da Casa de Davi em terras africanas. Seu pai, Ras Makonnen Wolde Michael era um governador de região, um cargo hereditário. O jovem Tafari foi educado como cristão ortodoxo (da Igreja Ortodoxa do Oriente). Estudou na Etiópia e na França. Era versado nas escrituras sagradas da mais diversas correntes do cristianismo e do judaismo. Conhecia obras raras o Kebra Nagast (A Glória dos Reis), uma Bíblia judaica africana cujo original remonta mil anos atrás, e também o Livro de Enoch, os Livros de Moisés, o Livro do Éden, os 31 volumes da Bíblia hebraica tradicional e os 21 livros canônicos (oficiais) do Novo Testamento. Como futuro governante de um território, foi iniciado nas artes de guerra e na equitação de batalha. "Lig" - Conde Tafari era também Iniciado em mistérios da natureza e diziam que era capaz de conversar com leões e leopardos.



A DISNASTIA DE SALOMÃO NA ÁFRICA



No Kebra Nagast, conta-se que o Rei Davi, o primeiro govenante judeu do chamado Período dos Reis da história dos judeus, desposou Betsabé, uma descendente de judeus negros. O casal gerou o histórico Salomão, que suscedeu o pai e gerou um filho com a Rainha Sheba (a Rainha de Sabá), imperatriz de terras ao sul da Etiopia. Como legado ao herdeiro, Salomão confiou à Rainha um anel de diamante ornamentado com afigura do Leão de Judah.O garoto foi chamado Menelik, Bayna-Lehkem ou, o "Filho do Sábio", e consta que teria visitado as terras de Israel onde conheceu seu pai e com ele foi iniciado no judaísmo. Foi assim que o Reino de Davi se estabeleceu na Etiópia há três mil anos e a Dinastia, bem como o anel de diamante, atravessaram os séculos até se extinguir com a morte de haile Selassie. Além dos títulos de rei dos Reis (Negus Nagast) e Senhor dos Senhores, o trono etíope agregava outros tantos atributos que reforçavam a autoridade religiosa do imperador; ele era o Leão de Judah, o Eleito de Deus, o Messias Negro.
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por Ligia Cabús — jornalismo
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CULTURA RASTAFARI & SIMBOLOGIA
O rastafarianismo está nas enciclopédias da pós-modernidade. A Webster brasileira define o movimento nos seguintes termos:
Movimento político e religioso em expansão, originário do culto jamaicano que reverencia o imperador etíope Haile Selassie I como personalidade divina. O movimento foi influenciado por ativistas negros da década de 1930, principalmente Marcus Garvey (...) O rastafarianismo combina elementos das religiões africanas, (...) narrativas bíblicas e cultura afro-caribenha. Seus adeptos acreditam que os negros são as tribos perdidas de Israel, que serão redimidas com o retorno à África. O movimento não tem igreja nem clero, e a prática ritual é espontânea. Os rastafarianistas, ou rastafaris, expressam seu sentimento de fraternidade através de determinados símbolos: o estilo do (que não é cortado e forma longas tranças), a utilização das cores nacionais etíopes (vermelho, preto, verde e amarelo ouro), hábitos alimentares (evitam a carne de porco) e o ocasional uso da cannabis (maconha) como forma de ajuda à meditação. A música popular jamaicana, especialmente o reggae, com destaque para o cantor e compositor Bob Marley (1945-1981), constitui um meio popular de disseminação das idéias rastafarianas. (WEBTER/LARROUSSE, V.II - p 819. São Paulo: Folha da Manhã, 1997)

O papel de Haile Selassie no universo rastafari está ligado aos aspectos religiosos e socio-político-ideológicos que orientam a postura ou comportamento "rasta". A aura messianica do "Leão de Judah" constitui uma força de comunhão com ideais de paz, solidariedad entre os povos e amor universal além da valorização de todos os signos relacionados à afro-cultura, no continente africano e no mundo. A trajetória do rei etíope, suas idéias, sua imagem, sua biografia, alcançaram grande repercussão internacional graças à intensa divulgação nos mídia (meios de comunicação). Foi através das manchetes de jornais do mundo inteiro que Selassie chegou à Jamaica, onde Marcus Garvey reconheceu nele o Messias, o Salvador do povo negro profetizado pelo próprio Garvey aos antes.
Desde o princípio, a orientação ideológica foi acompanhada de expressões estético-artísticas correspondentes; na música, em ritmos como o ska, rocksteady e o reggae; nas cores das vestimentas, com a predominância do verde, amarelo e vermelho em contraste com o negro, em túnicas e calças de tecidos leves e corte amplo; nos cabelos longos, nunca cortados e trançados ou segmentados naturalmente em grossos cachos, um visual hoje denominado dreadlook. A cultura rastafari inclui, ainda, o resgate de tradições místicas relacionadas à dança, uso e fabricação de tambores e outras peças de artesanato, práticas curativas e crença no poder das palavras, herança da cabala de Salomão, que atribui um poder transformador da realidade aos sons da fala, conhecimento ocultista (esotérico) que se resume na legenda: Palavra, Som e Poder.
SIMBOLOGIA
A significação dos elementos estétio-artísticos da cultura rastafari está relacionada com suas origens doutrinárias onde se misturam símbolos antigos e contemporâneos. Quando se fala em "rastafari" certas imagens mentais são evocadas imediatamente, como "reggae music". Dreadlook ou a alegria, a vivacidade das cores predominantes em roupas e objetos. Cada um destes elementos tem sua razão de ser, sua explicação.
CORES
O verde, o vermelho e o amarelo são as cores da bandeira nacional da Etiópia, onde aparecem com o mesmo significado vigente entre os rastas e representam:
VERDE: terra e esperança
AMARELO: a Igreja e a paz
VERMELHO: poder e fé
São, portanto, cores representativas de valores tanto materiais (físicos) quanto metafísicos (ou espirituais). O físico, no verde, se relaciona à Terra-Mãe, natureza, fauna, flora tão exuberantes, na África, assim como no Brasil, fonte de vida e prosperidade, terra provedora de abrigo e alimento. O aspecto metafísico do verde é a esperança porque esta cor está ligada, nas tradições esotéricas mais antigas, aos fenômenos de renovação. No Taro, oráculo de cartas de origem hindu-egípcia, a carta XX, tem o verde como cor destacada. O arcano (a carta) chamado O Julgamento, mostra três figuras que se erguem de um túmulo diante de um anjo apocalíptico, uma cena de ressurreição.
Nos tons do amarelo e do vermelho se concentram outros significados subjetivos. A Paz, condição necessária a uma existência saudável; a Igreja, como força social de união entre os povos; o poder, como capacidade de realização de metas, de transformar sonhos em realidades e, finalmente, a Fé, sem a qual estas capacidades não podem ser alcançadas. É pela fé que se mantém a persistência rumo a um objetivo não obstante os numerosos obstáculos que se interponham entre uma pessoa e suas aspirações mais elevadas.
DREADLOOK
Como já foi mencionado acima, o dreadlook se refere ao estilo ou visual dos cabelos. Muitas "tribos urbanas" adotam estilos característicos de cabelo (ou não-cabelo!) como signos de identidade. Basta mencionas os rockers e hipies clássicos, que usam cabelos longos; os punks radicais, chamados skinheads (carecas) ou os punks moderados e os góticos, com cabelos arrepiados e tingidos. Os rstafaris não cortam os cabelos nem se preocupam em "domar" suas cabeleiras à custa de pentes e escovas furiosas, chapinhas (pequenas plataformas de ferro aquecido para alisar cabelos) ou produtos químicos. Os cabelos rasta crescem livremente e são cuidados com procedimentos normais que atendem simplesmente à higiene e a arrumação para fins práticos, com o prender ou usar uma touca em circunstâncias de trabalho. Há quem duvide mas os rastafaris lavam seus cabelos; apenas não usam gel, nem mousse ou laquê...
As tranças ou mechas são cultivadas desta forma por razões filosofico-religiosas e identitárias. Os rastafaris argumentam que o crescimento contínuo dos cabelos é condição natural da bioquímica do organismo humano, idéia que se combina com a evidência de queesta bioquímica é uma determinação de Deus, e a vontade de Deus é soberana. (A pelagem dos cavalos, das zebras ou das axilias e região pubiana, por exemplo, não crescem ad infinitum!). Por outro lado, o dreadlook remete à imagem da juba de um leão, animal que, enquanto símbolo, expressa várias idéias: rei (dos animais), força, coragem, dignidade. Historicamente, cada soberano da Dinastia do Rei Salomão, do Trono de Davi, recebe, com o cetro e a coroa, o título de "Leão de Judah", figura enigmática identificada como "aquele que resgata o Reino de Deus". Esotericamente, o leão refere-se ao retorno de Cristo (o Messias, o Salvador), que veio ao mundo há mais de dois mil anos atrás como "cordeiro de Deus". Dizem os profetas que a Segunda vinda do Messias ocorre nos seguintes termos: "o cordeiro voltará como leão". Para os rastafaris, este retorno já ocorreu e o Leão de Judá foi Haile Selassie, como foi explicado nos tópicos anteriores.
MÚSICA
A música rastafari, ao contrário da clássica concepção estética kantiana (de Emmanuel Kant), não se enquadra em questões de 'juizo de gosto" nem é uma atividade gratuita, objeto daquela contemplação conceitualmente vazia de "arte pela arte". A rastamusic é o que os teóricos Modernos e Contemporâneos consideram, com o horror de uma normalista, uma arte "utilitária", pelo simples fato deser música feita com claros objetivos político-ideológicos e metafísicos, que transcendem à comunicação artística de mero entretenimento.
Para além da difusão de ideais socio-políticos, as composições, em sua harmonia, ritmo e timbres dos instrumentos, buscam sintonia com o pulsar de um coração tranquilo e, por isso, estas composições são chamadas de "música do coração" ou heart beat. O uso da percussão com objetivos místicos e psicológicos tem raízes milenares não somente na África mas também na Ásia, em culturas antigas de países como Índia, China e Japão, sem falar dos povos pré-colombianos e dos povos indígenas brasileiros. Os sons dos tambores e de outros objetos percussivos, diferentes entre si e combinados na "batida" do reggae, é um meio de conexão com a divindade, de acordo com o conhecimento ocultista, que considera o som como a primeira manifestação de Deus em sua criação de todas as coisas. Está escrito no Gênesis: "No princípio, era o Verbo"; e o Verbo é palavra; e palavra, expressão objetiva do pensamento, concretismo sutil do mais abstrato, é som. A física atual já pode confirmar este ensinamento bíblico, uma vez que foi detectada uma vibração sonora presente em todo o cosmos conhecido até agora. A análise científica revelou que tal vibração, chamada "ruído de fundo" ou "reverberação residual", trata-se de um campo energético cuja idade se confunde com a origem do Universo, ou seja, tem a idade do Big Bang.
Outro aspecto da importância da música na cultura rasta é de natureza psicológica, aspecto este igualmente aceito pela ciência. Experiências laboratoriais já provaram exaustivamente que a música interfere no estado de espírito, ou humor, não apenas dos homens, mas também dos animais e até das plantas. Há músicas excitantes, outras depressivas e outras ainda, como o reggae (bem como a newage music e os cantos gregorianos, o canto-chão) que são tranquilizantes, capazes proporcionar um estado mental de serenidade, apaziguando emoções violentas e, por conseguinte, melhorando o desempenho da inteligência como um todo. Este poder tranquilizador da rastamusic é reforçado pelas letras das canções, que contêm mensagens de paz, amor e dignidade. É um tipo de sonoridade capaz de despertar a divindade que, em sua onipresença, reside dentro de cada um, por vezes oculta, mas sempre ali, esperando apenas um pequeno chamado para se manifestar. Cantando os versos de um reggae, proferindo repetidas vezes afirmações positivas, acredita-se que é possível, efetivamente, transformar a realidade. Esta é uma concepção que, mais uma vez, encontra respaldo nas tradições esotéricas que professam o ensinamento: "Falar é Criar".
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por Ligia Cabús — jornalismo
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9.11.2008

Pare e pense... talvez já seja de grande valia...


















Temos tudo... saúde, alimento, amor, roupas, educação...


E nos esquecemos na maioria das vezes o porque de tudo isso...


Nos esquecemos da distância que nos une, da pobreza espiritual que nos consome, da ignorância que nos assombra, das mesquinharias as quais damos tanto valor...


E nos esquecemos o que há de mais simples... o sentimento mais puro... a intenção mais bem intencionada... a atenção prestada aos que realmente necessitam...


Agradeça por quem está com você e não pelo que você tem... pois ao final de tudo... somos todos iguais...


Pare, pense, reflita... e faça algo para quem está ao seu lado...

O que realmente importa...


Ás vezes ficamos nos perguntando o que realmente importa de tudo isso, de toda a nossa jornada pela vida e nos esquecemos que o que realmente importa é o que está ao nosso lado... é cultivar o amor... é vivermos como irmãos... é plantar o bem... fazer o bem... lutar contra as injustiças... olhar nos olhos... e não nos esquecer que o que nos une é o amor...

Começa aqui toda uma parte de mim...

Das coisas que amo, das coisas que admiro, das coisas que procuro, das dúvidas, dos desejos...